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Páscoa
- ilustrações sobre a Páscoa
O missionário e o rio
Existe uma história contada no Brasil a respeito de um missionário que descobriu uma tribo de índios numa parte remota da floresta. Eles viviam perto de um grande rio. A tribo era amigável e precisava de atenção médica. Uma moléstia contagiosa estava devastando a população e muita gente mor-ria diariamente. Havia uma enfermaria localizada em outra parte da floresta e o missionário determinou que a única esperança para a tribo era ir ao hospital para tratamento e vacinações. Para poderem chegar ao hospital, entretanto, os índios teriam de atravessar o rio — uma façanha que eles não estavam dispostos a realizar.
O rio, acreditavam, era habitado por espíritos maléficos. Entrar na água significava morte certa. O missionário deu início à difícil empreitada de superar a superstição da tribo.
Ele explicou como havia atravessado o rio e chegado ileso. Não teve sorte. Levou o povo à margem e colocou a mão na água. Ainda assim os índios não acreditaram nele. Ele entrou no rio e borrifou água no rosto. O povo observou atentamente, mas ainda hesitava. Por fim, ele voltou-se e mergulhou na água. Nadou por baixo da superfície até sair do outro lado.
Tendo provado que o poder do rio era uma farsa, o missionário socou o ar com punho vitorioso. Ele havia entrado na água e escapado. Os índios vibraram e seguiram-no para o outro lado do rio.
Jesus viu gente escravizada pelo medo de um poder barato. Ele explicou que o rio da morte não era nada a temer. As pessoas não acreditaram nele. Ele tocou um rapazinho e trouxe-o de volta à vida. Os seguidores ainda não estavam convencidos. Ele insuflou vida ao corpo morto de uma menina. As pessoas ainda continuaram cínicas. Ele deixou um homem morto passar quatro dias num sepulcro e depois o chamou para fora. É suficiente? Aparentemente não. Pois foi necessário que ele entrasse no rio, que submergisse na água da morte antes das pessoas acreditarem que a morte havia sido conquistada.
Mas depois que ele o fez, depois que saiu no outro lado do rio da morte, foi hora de cantar. . . foi hora de celebrar, foi hora de entoar cânticos e júbilos!
- Max Lucado, do livro “Seis Horas de uma Sexta-Feira”, editora Vida, 1994.
Ele morreu em meu lugar
Entre 1940 e 1945 cerca de quatro milhões de pessoas foram executadas no Campo de Concentração de Auschwitz na Polônia. Cerca de metade eram judeus e a outra metade, prisioneiros políticos. Escapar era quase impossível.
Os alemães inventaram a maneira mais eficiente de intimidar: para cada pessoa que escapasse, dez prisioneiros inocentes eram arbitrariamente escolhidos para morrer de fome e de exposição ao frio. Em julho de 1941, houve uma fuga bem sucedida e os prisioneiros foram alinhados e a lista dos dez foi lida. Quando o nome de Franciszek Gajowniczek, um judeu polonês, foi lido, ele implorou por misericórdia, porque tinha esposa e dois filhos. Naquele momento, um homem que não estava na lista deu um passo a frente e se voluntariou para tomar seu lugar.
Aquele homem era Maximillian Maria Kolbe, um padre Franciscano preso por esconder judeus das autoridades alemãs. O comandante permitiu que Kolbe tomasse o lugar do judeu polonês. Pouco mais de um mês depois - a 14 de Agosto - Kolbe, o último sobrevivente dos dez, foi morto quando um guarda injetou fenol no seu coração.
Franciszek Gajowniczek sobreviveu ao campo de concentração e foi reunido à sua esposa e dois filhos. Todo ano, a 14 de Agosto, no aniversário da morte de Kolbe, ele voltou a Auschwitz e chorou diante da entrada da cela onde Kolbe morreu. Vários anos atrás Franciszek foi entrevistado numa reportagem especial da televisão. Ao contar a história do sacrifício de Kolbe, ele levou os repórteres ao quintal da sua casa em Varsóvia. Lá no fim do quintal ele mostrou uma placa de sepultura que dizia:
MAXIMILLIAN MARÍA KOLBE
MORTO EM 14 DE AGOSTO, 1941
ELE MORREU NO MEU LUGAR
Que paralelo você vê entre este evento e a história da morte de Cristo? Em que lista estava seu nome?
- Max Lucado, do manual "Lições de Vida".
Nenhum obstáculo para Deus
As pedras nunca foram obstáculos para Deus. Não o foram em Betânia há dois mil anos. E não o foram na Europa há cem anos.
Ela era uma condessa de Hanover. Se era conhecida por alguma coisa, era conhecida por sua descrença em Deus e pela convicção de que ninguém podia tirar vida de um sepulcro.
Antes de sua morte, ela deixou instruções específicas de que seu túmulo fosse selado com uma laje de granito; pediu que blocos de pedra fossem colocados ao redor de seu túmulo e que os cantos dos blocos fossem presos uns aos outros e à laje de granito por pesados grampos de ferro.
A seguinte inscrição foi colocada no granito:
Este sepulcro,
comprado por toda a eternidade,
nunca deve ser aberto.
Tudo o que qualquer pessoa pudesse fazer para selar o túmulo foi feito. A condessa havia assegurado que seu túmulo servisse de zombaria para a crença na ressurreição. Mas uma pequena bétula, entretanto, tinha outros planos. Sua raiz conseguiu passar entre as lajes e afundar-se no chão. Com o passar dos anos, ela forçou passagem até que os grampos de ferro se soltaram e a tampa de granito foi erguida. A cobertura de pedra descansa agora contra o tronco da bétula, o epitáfio jactancioso permanentemente silenciado pela obra de uma árvore resoluta.. . ou um Deus poderoso.
—Lázaro, vem para fora!
Só foi preciso um chamado. Lázaro ouviu seu nome. Seus olhos se abriram debaixo da faixa. As mãos enfaixadas se ergueram. Joelhos levantaram-se, pés tocaram o chão, e o morto saiu.
— Tirem-lhe as vestes mortuárias e deixem-no ir.
- Max Lucado, do livro “Seis Horas de uma Sexta-Feira”, editora Vida, 1994.
A nossa coroa
Coroas sempre foram um sinal de autoridade e realeza. O Rei Charles o Grande tinha uma coroa octagonal. Cada um dos oito lados era uma plaqueta de ouro. Cada plaqueta era revestida de esmeraldas e pérolas.
Ricardo Coração de Leão, Rei da Inglaterra tinha uma coroa tão pesada que precisava de dois homens para segurar na sua cabeça. A rainha Elizabete tem uma coroa que vale $20 milhões.
Mas, junte todas estas coroas e elas não valem um tostão em comparação às coroas que Cristo tem.
Apocalipse 19:12 diz que Jesus tem "muitos diademas". Ele tem a coroa da justiça. Ele possui a coroa da glória. Ele tem a coroa da vida. Ele usa uma coroa de paz e de poder. Mas, de todas as coroas que Jesus possui, uma é a mais querida de todas.
Esta coroa não foi fabricada de ouro nem prata. Ela não é coberta de jóias. Esta coroa não foi formada pelas mãos de um mestre artesão. Esta coroa foi formada depressa, pelas mãos rudes de um soldado Romano. Esta coroa não foi colocada na cabeça de Jesus numa cerimônia de glória e honra, mas numa humilhante farsa. É uma coroa de espinhos.
O impressionante sobre esta coroa, a coroa que Jesus escolheu para ele, é que, de todas as coroas que ele poderia ter escolhido, esta não pertencia a ele. Você merecia usar esta coroa. Você merecia sentir os espinhos. Você merecia sentir o sangue descendo pelos seus olhos e ouvidos. Você merecia toda a dor. Mas, a você, e a mim, Jesus oferece a coroa da vida. Ele tomou a nossa coroa e nos oferece até hoje a coroa que era dEle. Que possamos viver vidas dignas da coroa que Jesus separou para nós.
- James S. Hewett, ed. Illustrations Unlimited (Wheaton: Tyndale House Publishers, Inc, 1988) pp. 162-163.
Algo a proclamar
Margaret Sangster Phippen escreveu que nos anos 1950 seu pai, o famosos evangelista W.E. Sangster começou a notar um incômodo na sua garganta e uma dificuldade em uma das suas pernas. Quando ele foi ao médico, soube que tinha uma doença incurável que causava atrofia muscular progressiva. Seus músculos iam aos poucos atrofiar, ele perderia sua voz e ele perderia a capacidade de engolir. Sangster se entregou ao máximo no seu trabalho de missões domésticas na Inglaterra, estimando que ele ainda podia escrever e teria ainda mais tempo para orar. "Deixa-me ficar na luta, Senhor" ele orou. "Não me importo não mais ser general, mas, me deixe apenas um regimento para liderar." Ele escreveu artigos e livros, e ajudou a organizar células de oração espalhadas pela Inglaterra. "Estou apenas no jardim da infância do sofrimento" ele disse a pessoas que tiveram pena dele.
Aos poucos, as pernas de Sangster perderam sua utilidade. Sua voz acabou por completo. Mas, ele ainda conseguia segurar uma caneta, tremendo. Na manhã de seu último domingo de páscoa, poucas semanas antes que faleceu, ele escreveu um recado para sua filha. Na mensagem ele escreveu, "É terrível acordar no domingo de Páscoa sem voz para proclamar "Ele ressuscitou!". Porém, mais terrível ainda seria ter uma voz e não ter nada a proclamar."
- Larson, Craig Brian, editor "Illustrations for Preaching and Teaching from Leadership Journal," Grand Rapids: Baker Book House, 1993, p. 64.
Porque as marcas permanecem
Se Deus ressuscitou Jesus da morte, por que Ele não restaurou seu corpo? Por que feridas? Por que a marca dos pregos que dava para sentir com as mãos? Será que a palavra do Evangelho está dizendo a nós na nossa espera: "Você não verá a Jesus até enxergar suas feridas"? De alguma forma ou outra, precisamos entender que o Cristo ressuscitado é sempre o Cristo ferido. Vivo, mas, nunca sarado. Livre da morte, mas, marcado para eternidade. Os surdos tem um sinal para Jesus. O dedo do meio de cada mão é colocado na centro da palma da outra mão. Jesus, eles sinalizam, é aquele com as mãos feridas. E quando eles tocam aquele lugar, eles lembram. Eles escutam o nome dEle na sua própria pele. - John Vannorsdall
- Copyright© Illustration Research Services 1931 W. Wilson Street, Suite 233 - Batavia, IL.60510 http://www.irsweb.com
O legado de Jesus
Se a Páscoa disser qualquer coisa para nós, é que Jesus estará sempre conosco. Os pirâmides do Egito são famosos porque abrigaram os corpos mumificados dos antigos reis do Egito. O Catedral de Westminster em Londres é reverenciado porque lá jazem os corpos da nobreza e de Britânicos famosos. O mausoléu de Maomé é notável pelo caixão de pedra e os ossos que contém. O cemitério de Arlington em Washington nos EUA é venerado como o lugar de descanso de muitos Americanos famosos. Mas, o sepulcro de Jesus é famoso, justamente porque está vazio. --Don Emmitte, em "Living Illustrations for Effective Preaching"
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Filipe e o Ovo da Páscoa
Uma professora ensinava uma aula de alunos do terceiro grau. Nesta aula havia uns 10 alunos, todos na faixa de oito anos.
Um dos seus alunos era um menino chamado Filipe. Filipe tinha síndrome de Down. Apesar de aparecer feliz, Filipe mostrava cada vez mais sua sensibilidade. Ele se sentia diferente dos outros alunos.
Se vocês conhecem algumas crianças de 8-10 anos vocês devem saber que as vezes elas podem ser um pouco insensíveis. É justamente nesta idade também que a criança está querendo cada vez mais ser aceito pelos seus amigos.
Infelizmente, Filipe, apesar dos esforços da professora, não foi aceito pelos outros meninos. Mesmo assim, a professora fez tudo possível para que Filipe se sentisse uma parte da turma.
Filipe não escolheu ser diferente. Ele não queria ser diferente dos outros alunos mas ele era. E todos sentiram isso.
Esta professora foi bastante criativa. Um ano, durante a páscoa ela levou para a sua aula dez ovos plásticos vazios. Cada aluno iria receber um ovo. O objetivo era que cada aluno saísse para o jardim e procurasse um símbolo de vida renovada, de vida nova, um símbolo da Páscoa. Depois, eles iam misturar todos os ovos e abri-los para ver o que tinha dentro.
Todos os alunos saíram correndo para achar algo para colocar dentro do seu ovo. Em pouco tempo, todos voltaram e depositaram seus ovos numa mesa. Daí a professora começou a abrir os ovos.
Ela abriu um e dentro tinha uma flor. Todas as criança ficaram admiradas. Ela abriu outro e tinha dentro uma borboleta. As meninas disseram "Ai que lindo! Que bonito!" Os meninos não disseram muita coisa , por que meninos são assim, não é?
A professora abriu um terceiro ovo, mas não tinha nada dentro. Imediatamente todos começaram a rir e gritar "Isso não está certo. Que coisa boba. Alguém errou!"
Foi quando a professora sentiu alguém puxando sua blusa. Ela olhou e viu que Filipe estava ao seu lado.
"É meu" disse Filipe. "É meu." As crianças começaram a rir e dizer "Ai Filipe, você nunca faz nada certo! Você tá sempre por fora!"
"Eu fiz certo, eu fiz" disse Filipe. "É o túmulo. O túmulo está vazio!"
Toda a aula ficou em silencio. Ninguém disse nada. E você pode acreditar, ninguém nunca mais disse a Filipe que ele era estúpido ou que fazia sempre as coisas erradas. De repente Filipe foi aceito pela turma.
Naquele mesmo ano Filipe faleceu. Sua família sabia por muito tempo que ele não ia viver uma vida longa.
Muitas coisas estavam erradas com seu pequeno corpo. No final de Julho, com uma infecção que qualquer um dos seus amigos teriam sobrevivido, Filipe faleceu. Seu velório foi realizado na igreja que os pais dele freqüentavam.
No dia do seu velório, nove crianças de oito anos de idade foram para a frente da igreja e colocaram em cima do seu caixão um ovo de plástico - vazio.
Como o menino Filipe, nosso Senhor Jesus Cristo foi visto e tratado por todos que o conheceram como alguém diferente.
Ele também não foi compreendido. Não foi entendido.
Ele foi rejeitado. Foi perseguido.
Jesus também deixou uma herança - algo vazio - seu túmulo.
Quando você pensar sobre seu próprio túmulo, com toda sua finalidade, com todo o poder que ele tem sobre você, com toda sua humilhação, lembre-se de uma coisa. Um dia seu túmulo estará vazio - graças a Jesus.
de Harry Pritchet Jr. em Jornal de Teologia de St. Luke's (St Luke's Journal fo Theology) (Junho 1976) citado em "Um Guia de Oração Para Todo o Povo de Deus" (A Guide to Prayer for All God's People), Nashville, Tenn, E.U.A.: Upper Room Books, 1990. pp. 326-329.
A sombra do caminhão
Donald Grey Barnhouse estava dirigindo seus filhos até o velório da mãe deles. Num cruzamento da estrada um enorme caminhão passou pela frente deles, temporariamente passando uma grande sombra pelo carro em que estavam. Barnhouse perguntou aos filhos, "Você preferia que a sombra do caminhão ou o próprio caminhão passasse por cima de vocês?"
"É claro, a sombra," eles responderam.
"É isso que aconteceu conosco," falou Barnhouse. "O falecimento de mamãe é apenas a sombra da morte. O pecador perdido é atropelado pelo próprio caminhão."
- Larson, Craig Brian, editor em "Illustrations for Preaching and Teaching from Leadership Journal," Grand Rapids: Baker Book House, 1993, p. 55
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